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ALMAH MOSTRA QUE ESTÁ VIVO MESMO COM RETORNO DO ANGRA

Após praticamente um longo tempo de especulação e processos judiciais, o Angra anunciou recentemente que está de volta. Este retorno aos palcos vai acontecer com alguns shows em conjunto com o Sepultura pelo Brasil. Mesmo assim, o Almah, projeto paralelo do vocalista Edu Falaschi e que conta com o baixista Felipe Andreolli (Angra, Time Out e Bittencourt´s Projetc) em sua formação, não baixou as portas e continua a divulgação do disco Fragile Equality.

O grupo recentemente foi atração principal do até então bem-sucedido projeto Sexta Rock, que já trouxe diversas bandas dentre elas, Shaman, Dr. Sin e Krisiun à Jundiaí. O show realizado, no último 20 de março, na San Remo, infelizmente e surpreendentemente, não contou com a mesma demanda de público como ocorreram nos outros eventos. A tendência seria que, com esse renascimento do Angra, os headgangers da região ficassem motivados e comparecessem em peso. Ledo engano. Pouco menos de 300 pessoas tiveram a felicidade de assistir a um belo show de Metal Melódico.

As bandas de abertura foram duas já bem conhecidas da cidade: a Nox Eterna e a Richlord. A Nox Eterna teve a responsabilidade de dar o pontapé inicial. Executando um Metal Melódico de qualidade, Renato Zomignani (vocal), Alan Ricardo (guitarra), Renato Lorencini (guitarra), Luís Felipe Chagas (baixo) e Ricardo Mingote (bateria) pegaram um público um tanto frio, mas que com o decorrer do tempo foi se animando. Apesar de seguir o estilo melódico, a dupla de guitarristas se mostrou atualizada empregando nas novas composições uma pegada mais moderna na linha In Flames.

Já a Richlord fez a festa dos headbangers mais trues. Liderado por Ricardo Benny, a banda que já havia se apresentado na San Remo em outra oportunidade e tem seus seguidores, tocou exatamente dez músicas. Legion of Metal, Rock Brigade, Heavy Metal Life Style e Hell's Gates foram as mais aplaudidas. Tanto Richlord como Nox Eterna fazem parte do cast do próximo Várzea Open Air, que acontece, no próximo dia 25 de abril, em Várzea Paulista.

Após pouco tempo de espera, eis que surgem os integrantes do Almah. Pouco a pouco, Marcelo Barbosa (guitarra), Paulo Schroeber (guitarra), Felipe Andreoli (baixo), Marcelo Moreira (bateria) e por fim Edu Falaschi (vocal) revelavam seus rostos ao público durante Birds of Prey.

Take back your Spell, segunda faixa do debut homônimo, demonstrou todo respeito e apoio que a banda teve no começo da carreira. Na seqüência, outra deste mesmo trabalho teve grande receptividade, Children Of Lies. Porém, foi a tríplice coroa Breathe, Golden Empire e Scary Zone, que levou os fãs à loucura. Já da nova fase, também tivemos uma teia representada por Bleeding Heart, Magic Flame e Fragile Equality.

O repertório da apresentação foi muito bem escolhido e executado. Eles souberam muito bem como misturar as composições dos dois discos mantendo a mesma energia e a mesma vibração. O ponto positivo foi que a única "cover" foi Nova Era, do Angra. Apesar dos diversos pedidos da galera para tocar músicas do mesmo Angra e até do desenho animado Cavaleiros do Zodíaco, Edu deixou bem claro que aquele era um show do Almah e que se fosse tocar alguma música fora de seu projeto teria que abrir precedente para músicas do Khallice, Burning in Hell e XXXXX, grupos os quais Marcelo Barbosa, Marcelo Moreira e Paulo Schroeber respectivamente fazem parte.

O grupo ainda tocou Torn, King, All I Am, Beyond Tomorrow e finalizou em grande estilo com You'll Understand.

Em uma esta bela exibição, o Almah teve oportunidade de expor ao vivo, porque foi escolhida uma das principais bandas do ano passado e seus músicos experientes fizeram a diferença. Os caras souberam assimilar com inteligência a reduzida platéia e aproveitaram para tornar a ocasião mais intimista e mais especial para seus fãs.

por: Costábile Jr. (www.mundorockdecalcinha.com)

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