SE JOGA NO MENU
  .: Blog MRC
  .: Bandas-Links
  .: Cinema e Livros
  .: Colunas
  .: De olho nos cuecas
  .: Entrevistas
  .: Ele é o cara
  .: Fotos
  .: GirlsToons
  .: MRC na Telinha
  .: Notícias
  .: Rádio MRC - Podcast
  .: Revista MRC
  .: Resenhas de shows
  .: Resenhas DVD/CD
  .: Wallpapers
O CONGLOMERADO
  .: Na Mídia
  .: Nossos banners
  .: Parceiros
  .: Releases
  .: Responsa Social
INTERATIVIDADE
  .: Contatos
  .: Enquetes
  .: Fotolog
  .: Indique o site
  .: Mural
  .: Orkut
  .: Recado de Voz
ELTON JOHN FAZ SHOW PARA MUITOS LEIGOS E POUCOS FÃS EM SÃO PAULO

Às 22h em ponto, embaixo de uma fina garoa, Elton John iniciou o show da turnê “Rocket Man”, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, no último sábado, 17 de janeiro, abrindo a temporada 2009 de grandes eventos internacionais no país.

Aos 61 anos, o gordinho Elton - que usava um fraque estampado com araras, tucanos, folhagens e flores (talvez uma homenagem a Amazônia) – durante 2h20 de apresentação não interagiu muito com a platéia, que somava quase 30 mil pessoas. Diferente da primeira vez que esteve por aqui, em 1995, no Ibirapuera. Mas mostrou que a idade ainda não o impede fazer o já tradicional malabarismo em cima do piano, quando ele se equilibra segurando com as mãos no instrumento de corda percutida, levando as pernas para o ar, como se fosse plantar bananeira (conforme ilustra a foto acima). Ele fez isso apenas uma vez, no início do show, provavelmente combinado com a produção tupiniquim, pois é quando os fotógrafos trabalham próximos ao placo registrando tudo para os veículos de comunicação.

O set list foi um passeio pelos 40 anos da carreira do músico, principalmente canções dos anos 70 como "Funeral for a friend/love lies bleeding” (1973), música que abriu a noite fazendo a platéia agitar bastante, “Rocket Man” (1972) nome que batiza a turnê atual de Elton John.

O mais intrigante é que brasileiro tem mania de ir aos shows mesmo não conhecendo o trabalho do artista. Isso acontece bastante quando se trata de grandes produções, principalmente internacionais. Prova disso foi uma platéia monótona a maior parte do tempo que só agitava durante hits como “Sacrifice”, mostrando conhecer somente o refrão. Talvez pra exibir algum tipo de status, a maioria das pessoas - mesmo sem conhecer todas as músicas e a trajetória da banda - ainda paga 550 ou 250 reais para ver shows deste porte. Um evento desse nível, ainda mais por somar 50 discos lançados, que equivale 650 músicas, é feito para fãs de verdade. Set list escolhido a dedo. E com certeza fez a felicidade do fã-clube brasileiro Elton John Forever, que acompanha o britânico desde o início da carreira. E fã que é fã carrega faixa gigante em frente ao hotel e portões do local do evento e na grade do palco. Foi isso que a turma deste fã-clube fez (foto ao lado).

Outra coisa que intriga é a lista de exigências dos artistas gringos. No Rock in Rio II o baixinho Prince pediu 200 toalhas brancas, sendo que usou 50 delas. Com Elton não foi diferente, ele pediu que o camarim fosse decorado com bonsais, palmeiras, orquídeas cor-de-rosa e brancas. E pasme, todos os talos das plantas não podiam ter espinhos e folhas, e deviam medir 11 centímetros.

O som do local estava muito ruim, principalmente o microfone com muitas falhas e áudio com volume baixo. Quem fazia parte da platéia VIP - dos ingressos de 550 reais - reclamava não ouvir direito, pior ainda para quem estava desta área para trás, digamos, dos menos favorecidos financeiramente. Bom, no Anhembi sempre acontece esse tipo de transtorno nos eventos. Não é um bom lugar para realização de shows.

Todos os problemas técnicos foram driblados com muita competência por Elton e sua banda, que é formada por: Davey Johnstone (guitarra), Nilegl Olson (bateria), Guy Babylon (teclado), Bob Birch (baixo), John Mahon (percussão).

O público, talvez pra não levar nota zero de participação, agitou no fim do show durante as setentistas "Crocodile Rock", "Saturday Night's Alright", "Skyline Pigeon" e "Your Song". Fazendo lembrar um grande baile das antigas, com direito a coro “La La La La” como aconteceu durante o refrão de “Crocodile Rock” – até conseguiram fazer com que Elton levantasse do banquinho do seu piano - que contava com uma bandeira do Brasil em sua calda - para ‘orquestrar’ o tal “La La La”. Foi bonito também quando todos acenderam celulares e isqueiros, iluminando todo o Sambódromo, ao som de "Candle In The Wind", música que teve a primeira versão em 1973 homenageando Marilyn Monroe e foi reescrita em 1997, intitulada "Candle In The Wind 97", em homenagem a princesa Diana.

Set List:
01- "Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding"
02- "The Bitch Is Back"
03- "Mad Man Across the Water"
04- "Tiny Dancer"
05- "Levon"
06- "Believe"
07- "Take Me To The Pilot"
08- "Goodbye Yellow Brick Road"
09- "Daniel"
10- "Rocket Man"
11- "Honky Cat"
12- "Sacrifice"
13- "Don't Let the Sun Go Down On Me"
14- "I Guess That's Why They Call It The Blues"
15- "Sorry Seems To Be The Hardest Word"
16- "Candle In The Wind"
17- "Bennie And The Jets"
18- "Sad Songs"
19- "Philadelphia Freedom"
20- "I'm Still Standing"
21- "Crocodile Rock"
22- "Saturday Night's Alright"
BIS:
23- "Skyline Pigeon"
24- "Your Song"

por: Gisele Santos (www.mundorockdecalcinha.com)
fotos: Agência Estado e Elton John Forever

Assine a newsletter:
Divulgue nosso site