La grande Matanza
A segunda noite do Independência ou Rock, com certeza, era uma das mais aguardadas do festival. Afinal, a atração principal era o Matanza, grupo que detém grande prestigio perante os fãs de Rock e Heavy Metal na região da Baixada Santista. Prova disso, foi o excelente publico compareceu a Space Rock, novo espaço para shows na cidade.
A abertura ficou por conta do Schizophrenia. O grupo santista venceu a votação promovida pela produção do festival em parceria com a Ace Music Center e se credenciou para dar o pontapé inicial da noite. Na verdade não foi bem um pontapé, mas uma verdadeira voadora na nuca!
Com experiência de sobra, Vinícius (guitarra e vocal), André (baixo e vocal) e Edinho (bateria) subiram no palco com muita vontade e disposição para promover uma grande apresentação. O power trio, que está prestes a lançar o álbum Dagger, não deixou a energia cair um segundo sequer exibndo um repertorio devastador. Foi uma paulada atrás da outra para delírio da galera. Fãs de Sepultura, Pantera, Biohazard, Fear Factory e Hatebreed eis um prato cheio para saciar a sua fome de Heavy Metal agressivo! Schizophrenia é o nome!
Na sequência, veio o Maverick 70 trazendo no "porta-malas" o seu Punk ´N Roll repleto de atitude já bem conhecido pelo público da região e interior de São Paulo. A banda liderada pelo vocalista Marcelo tocou diversos clássicos dos Ramones, Sex Pistols, Led Zeppelin, AC/DC, além de muito rock nacional representado principalmente por Legião Urbana e Garotos Podres. O set list ainda teve a execução de duas composições próprias que a galera curtiu da mesma forma. Sinal de que o Maverick 70 está desbravando um belo caminho com seu potente motor movido a muito Rock ´n Roll.
Poucos minutos depois entrou em cena o Matanza. Quem já tinha os visto anteriormente sabia o que estava por vir: muita diversão e muita pancadaria!
Assim que o santista Mauricio (guitarra ex-Torture Squad, Krisiun e substituto de Donida), China (baixo) e Fausto (bateria) iam se posicionando e já executando os riffs iniciais, o publico se amontoou na frente do palco esperando pelo gigante "irlandês" Jimmy McDowell. Assim que o frontman proferiu o "Grito da Independência", o grupo despejou seu crossover de country/hardcore insano sob os fãs.
A temperatura estava elevadíssima tanto no palco como no pit, mas o pandemônio continuava fervendo a cada música. Jimmy dessa vez não quis saber de seus discursos com a platéia e deixou o pau comer solto. E tome Pé na porta, soco na cara, O Chamado do Bar, Meio Psicopata, Ela roubou meu caminhão, Eu não gosto de ninguém, Bom é quando faz mal, Clube dos Canalhas foram alguns dos clássicos.
Um das poucas pausas foi para lembrar que, naquela ocasião, o guitarrista Mauricio Nogueira completava um ano de Matanza. Para quem não se lembra, o músico que já fez parte de grandes bandas como Torture Squad e Krisiun, estreou por essas terras, há 365 dias atrás, naquele show realizado na antiga Royal Mercúrio.
Como esperado, o público santista vibrou, se divertiu e aposto que ninguém reclamou dos hematomas no dia seguinte.
O Matanza não é uma hora de Black Metal, mas deu um belo exemplo do que é trazer o Inferno a terra!
por: Costábile Jr. - texto e Marcos Odair fotos (www.mundorockdecalcinha.com)
17/09/2009
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