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RADIOHEAD É A ATRAÇÃO MAIS AGUARDADA DA JUST A FEST

Just a Fest - edição paulista

O show do Radiohead que aconteceu no último domingo, 21 de março, na Chácara do Jockey, em São Paulo, foi mais que uma apresentação, uma explosão sensorial. Tenho certeza que as 30 mil pessoas que estavam lá em algum momento sentiram um daqueles arrepios que sobem a espinha inteira até chegar na nuca. Tirando os problemas para ir embora (cinco carros arrombados no estacionamento e taxista querendo cobrar 100 reais por 2km) foi fantástico.

Radiohead - A apoteose aconteceu em São Paulo

O dia já amanheceu com um clima melancólico, completamente propício para o que estava por vir. No fim da tarde, a 'garoinha' que começou fina cessou e abriu ao lugar a atmosfera nostálgica que faltava, tornando o lugar praticamente isolado do mundo.

Em meio a ruídos eletrônicos e gritos histéricos na platéia, a banda adentrou o palco às 22h em ponto. Dali para frente o tempo passaria tão rápido e intensamente que poucos perceberiam a hora de ir embora. A festança começou com "15 Step" e os tambores que anunciavam "There There" foram a primeira catarse da noite.

Thom Yorke dominou o espaço com sua performance espontânea e as luzes colocadas em pontos estratégicos, faziam com que não fosse possível desviar os olhos do palco. Outro ponto alto do show foi "Karma Police" quando todos se perderam juntos cantando o "I lost my self" em um tom de voz tão suave que dava até uma sensação leve, LINDO.

Rolaram sons de todos os álbuns em um set list muito bem organizado, cada música era uma surpresa que mantinha todos num estado eufórico quase 100% do tempo. O guitarrista Johnny Greenwood usou também uma vinheta de rádio em "The National Anthem" que apesar de ter deixado muitos em dúvida achando que fosse uma falha de transmissão, fazia parte dos efeitos do show.

A interação dos caras no palco era absurdamente harmoniosa e Johnny tocando "Pyramid Song" usando um arco de violino foi outro pico da noite. "Paranoid Android" foi fantástica e o fato de ninguém estar esperando "Fake Plastic Trees" só fez sua introdução ecoar ainda mais alto.

No segundo bis, a platéia já suspeitava de "House of Cards" e em "You and Whose Army" Thom sentou ao piano com a câmera virada para seu olho, como se tentasse espiar cada reação da platéia.

O "adivinha que som é esse?" do vocalista já anunciava os últimos acordes do festival. E "Creep" (o terceiro Bis!) foi ovacionada em uníssono de um jeito tão verdadeiro que não existem palavras que possam explicar. Enquanto Yorke cantava "I'm a weirdo", uns caras do meu lado gritavam "eu também" e cada em seu momento pessoal acabou transformando suas emoções em uma energia positiva que se espalhou por todo o lugar. Simplesmente fantástico.

Teve gente que ainda se arriscou a gritar "High and Dry". Mas, depois de quase duras horas e meia de show não tinha quem mais quem ficasse em pé. Independentemente se os sons eram mais famosos ou não, se era a música do Carlinhos ou não, os caras mostraram que não são banda de um sucesso só e que deixaram um público de 30 mil pessoas ainda mais fã por aqui.

Kraftwerk



Depois de deixar o clima folk e as cores terra de lado, quem subiu ao palco foram os veteranos do Kraftwerk que vão performaticamente ao encontro dos quatro notebooks posicionados na horizontal, enquanto todos olhavam curiosos para ver o que iria rolar. Apesar do Radiohead não ser uma banda do mainstream e toda a galera "modernete" estar por lá, eu pasmei vendo muita gente estranhando a apresentação, o que me levou a refletir se estaríamos preparados para a música eletrônica.

Quando começaram a rolar as primeiras batidas de "Man Machine" e de uma falhadinha no som, o telão seguia a música com vários elementos visuais e a expressão geral ainda era meio de "what the hell is going on?". Eu achei super 'fodasso', além das mil relações que criei, comparando a estrutura do quarteto com uma banda convencional e de como as letras minimalistas me despertavam uma reação muito mais reflexiva do que o normal. Uma sensação meio doida mesmo, de buscar explicações no subconsciente de um jeito menos auto-explicativo e muito mais icônico.

Os buxixos que pesquei no ar eram de "quem acha que isso é música?", "eles devem estar no MSN" ou "tem certeza que esses caras são famosos?". Comentários à parte, sons como "Computer World", "Les Mannequins" (que virou "Somos Manequins") e "Radioactivity" soaram assustadoramente atuais. Ainda tocaram "Tour de France", "The Europe Express", "Numbers" e "Aerodynamik".

Uma das coisas que me atraíram foi ver que os caras realmente estavam fazendo aquilo ao vivo, com exceção de "The Robots" que apesar de ter toooodo seu contexto específico, me fez sentir enganada pela gravação, eu tentei, mas não teve jeito...O show foi encerrado com com o vocalista Karl Bartos dizendo "Non stop the musique"

A volta de Los Hermanos aos palcos



Os Los Hermanos subiram ao palco no finzinho da tarde, às 18h30. Abriram o show com "Todo Carnaval Tem seu Fim" e seguiram tocando sons como "O Vento" e "Andar". Foi o show de retorno da banda depois de quase dois anos de recesso, deu tempo do Amarante dar um rolê na gringa e criar o Little Joy, a Mallu Magalhães nascer, virar celebrity e o Marcelo Camelo pegar ela. A apresentação foi linda e despretensiosa, com os dois revezando os vocais, o público cantando junto, tudo super animado. Mas, muita gente acabou chegando tarde por causa do trânsito, ou da falta de espaço nos estacionamentos, o que lá pelas 20h30 melhorou e deu a sensação de que o lugar tinha enchido de uma hora para outra.

SET LIST

Radiohead

15 Step (In Rainbows)
"There There" (Hail To The Thief)
"The National Anthem" (Kid A)
"All I Need" (In Rainbows)
"Pyramid Song" (Amnesiac)
"Karma Police" (Ok Computer)
"Nude" (In Rainbows)
"Weird Fishes/Arpeggi" (In Rainbows)
"The Gloaming" (Hail To The Thief)
"Talk Show Host" (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
"Optimistic" (Kid A)
"Faust Arp" (In Rainbows)
"Jigsaw Falling Into Place" (In Rainbows)
"Idioteque" (Kid A)
"Climbing Up The Walls" (Ok Computer)
"Exit Music" (For A Film) (Ok Computer)
"Bodysnatchers" (In Rainbows)

BIS 1
"Videotape" (In Rainbows)
"Paranoid Android" (Ok Computer)
"Fake Plastic Trees" (The Bends)
"Lucky" (Ok Computer)
"Reckoner" (In Rainbows)

BIS 2
"House of Cards" (In Rainbows)
"You and Whose Army" (Amnesiac)
"True Love Waits" (I Might Be Wrong)/"Everything In Its Right Place" (KidA)

BIS 3
"Creep" (Pablo Honey)


Kraftwerk

"Intro"
"Man Machine"
"Planet of visions"
"Numbers"
"Computer World"
"Tour de France"
"Autobahn"
"Model"
"Computer Love"
"Les Mannequins"
"Radioactivity"
"The Europe Express"
"Robots"
"Aerodynamik"
"Musique non stop"
       
















Los Hermanos

"Todo Carnaval tem seu fim"
"Primeiro andar"
"O vento"
"Além do que se vê"
"Condicional"
"Morena"
"Andar"
"A outra"
"Cara estranho"
"Deixa o verão"
"Assim será"
"Cher Antoine"
"O vencedor"
"Retrato para Iá- Ia"
"Casa pré-fabricada"
"Último romance"
"Sentimental"
"A flor"       
















por: Estefani Medeiros (www.mundorockdecalcinha.com)
fotos: Marcos Hermes (Media Mania)
03/2008

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